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Depressão e Medicação – David Murray

Melancholy, c. 1867-70, Edgar Degas

Melancholy, c. 1867-70, Edgar Degas (French Realist/Impressionist Painter and Sculptor, 1834-1917), Oil on canvas, 19.05 x 24.765 cm (7 1/2 x 9 3/4 in.), The Phillips Collection, Washington, DC, USA. Large size here.

Em casos assim, a medicação não é meramente um alívio para os sintomas, mas um tratamento para as causas da depressão – suas causas físicas. Tratar uma pessoa depressiva com medicamentos normalmente não é diferente de quando dou à minha filha de oito anos de idade uma de suas muitas injeções diárias de insulina para o diabetes. Não estou meramente aliviando os sintomas, estou tratando a causa – o baixo nível de insulina devido às células mortas em seu pâncreas. E se ela está letárgica, chorosa, ou irracional devido ao baixo nível de açúcar, não pergunto se ela está quebrando os mandamentos ou quais as “questões de significado e relacionamento” em sua vida. Eu me compadeço dela, choro por ela, e agradeço a Deus por sua graciosa provisão medicamentosa para ela.

Se chegamos ao ponto em que nossa posição padrão ao lidar com as causas da depressão é que o sujeito está em pecado, a menos que prove o contrário, estamos dolorosamente perto da posição dos discípulos: “Mestre, quem pecou? Este ou seus pais?” (Jo 9.2). Essa é também uma posição próxima do evangelho da riqueza, saúde e prosperidade, no qual o diagnóstico do por quê das provações é pecado pessoal e a prescrição é mais arrependimento e fé.

(MURRAY, David P. Crente Também Tem Depressão. 2a. edição. Recife [PE]: Ed. Os Puritanos, 2012, p. 58. Tradução do original em inglês Christians Get Depressed Too, 2010. Dr. Murray é professor de Antigo Testamento e Teologia Prática no Puritan Reformed Theological Seminary em Grand Rapids, Michigan, EUA)

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