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A Treliça e a Videira – Marshall & Payne

MARSHALL, Colin & PAYNE, Tony. A Treliça e a Videira; A mentalidade de discipulado que muda tudo. São José dos Campos (SP):  Editora Fiel, 2015, 198p.MARSHALL, Colin & PAYNE, Tony. A Treliça e a Videira; A mentalidade de discipulado que muda tudo. São José dos Campos (SP):  Editora Fiel, 2015, 198p.

O livro A Treliça e a Videira foi publicado em inglês em 2009, e em português em 2015. Os dois autores, Colin Marshall e Tony Payne, são formados em teologia, exercem o pastorado na Austrália, onde também conduzem ministérios específicos. O livro vem amplamente endossado. Eis alguns exemplos:

“Os cristãos devem ser fazedores de discípulos e os pastores devem ser treinadores… Este é o melhor livro que já li sobre a natureza do ministério.” (Mark Dever)

“A igreja precisa da Treliça (estruturas funcionais) para o crescimento da Videira (vida espiritual). Os autores reconhecem a importância das estruturas e ao mesmo tempo afirmam que a prioridade da igreja é cuidar das pessoas e promover seu crescimento espiritual.” (Judiclay Santos)

“Muito frequentemente estamos construindo e mantendo nossas ‘treliças’ (estruturas de ministérios) e esquecemos que o ministério cristão diz respeito à ‘videira’ – as pessoas.” (Ainsley Poulos)

“É um livro perigoso. Destrói ídolos preciosos e muito amados… ‘Eles viriam…’ Jesus Cristo diz exatamente o contrário… Devemos ir e fazer ‘discípulos de todas as nações’… Ele transformará clientes de igrejas em servos, consumidores em produtores e discípulos em fazedores de discípulos.” (Ben Pfahlert)

Os agradecimentos, datados de agosto de 2009, são expressos por Tony Payne. Este salienta que o conteúdo do livro foi elaborado em meio à experiência prática de mais de vinte e cinco anos. “Este livro é mais de Colin do que meu… A maioria das ideias expostas são minhas agora porque foram primeiramente dele.” Payne acrescenta: “Falamos muito sobre trabalhar de perto com as pessoas, torná-las discípulos, ajudá-las a crescer e florescer no ministério e ficar ao lado delas em longo prazo. Colin tem feito isto comigo nestes mais de trinta anos passados.”

No primeiro capítulo, Marshall & Payne salientam que a maioria das igrejas é uma mistura de treliça e videira. “A obra fundamental de qualquer ministério cristão é pregar o evangelho de Jesus Cristo no poder do Espírito de Deus e ver pessoas convertidas, mudadas e crescendo para a maturidade nesse evangelho.” (p. 14). Porém, observam os autores, o fato a respeito da obra da treliça é que “ela tende a predominar sobre a obra da videira” (p. 15).

A obra de treliça também parece mais impressionante do que a obra de videira. É mais visível e estrutural (…). Podemos construir nossa treliça até que ela atinja os céus, na esperança de fazermos um nome para nós mesmos, mas ainda haverá pouco crescimento na videira. (p. 16).

Os autores relembram que, com base na “autoridade suprema, única e universal do filho de Deus ressuscitado – Jesus comissiona seus discípulos a fazerem discípulos de todas as nações” (p. 18). Tal comissão não é fundamentalmente sobre missões em algum lugar de outro país. É uma comissão que “torna o fazer discípulos a agenda e a prioridade normal de cada igreja e de cada discípulo cristão” (p. 19). A tese fundamental dos autores é que “cumpre a todos os discípulos de Jesus fazerem de outros aquilo que eles mesmos são – discípulos de Jesus Cristo”. (p. 20).

Ser um discípulo significa ser chamado a fazer novos discípulos (…). Porque todos somos discípulos de Cristo e temos com ele uma relação de professor e aluno, mestre e seguidor, todos nós somos fazedores de discípulos.

Portanto, o alvo do ministério cristão é muito simples e, até certo ponto, mensurável: estamos fazendo e nutrindo verdadeiros discípulos de Cristo? A igreja sempre tende em direção ao institucionalismo e à secularização. O foco muda para a preservação de programas e estruturas tradicionais, e se perde o alvo do discipulado. O mandato de fazer discípulos é o critério que determina se nossa igreja está engajada na missão de Cristo. Estamos fazendo verdadeiros discípulos de Jesus Cristo? Nosso alvo não é fazer membros de igreja ou membros de nossa instituição, e sim verdadeiros discípulos de Jesus.

(…) Somos todos servos de nossas tradições e influenciados por elas mais do que imaginamos. E o efeito da tradição e de práticas de muito tempo nem sempre é que algum erro terrível se estabelece; mais frequente, é que nosso foco se aparta de nossa principal tarefa e agenda – fazer discípulos. (pp. 20-22).

Com base nesta tese fundamental, os autores desenvolvem seu argumento procurando responder a algumas perguntas: Qual o propósito da videira? Como ela cresce? Como a videira se relaciona com minha igreja? O que é a obra de videira e o que é a obra de treliça? E como podemos saber a diferença? Que parte diferentes pessoas realizam no crescimento da videira? Como posso ter mais pessoas envolvidas na obra de videira? Qual é o relacionamento correto entre a treliça e a videira?

O livro é desenvolvido em doze capítulos:

    • A Treliça e a Videira
    • Mudanças de Mentalidade de Ministério
    • O que Deus está fazendo no mundo?
    • Todo cristão é um trabalhador de videira?
    • Culpa ou Graça
    • O âmago do treinamento
    • Treinamento e Crescimento do Evangelho
    • Por que os sermões de domingo são necessários mas não suficientes?
    • Multiplicando o crescimento do Evangelho, através do treinamento de cooperadores
    • Pessoas que vale a pena observarmos
    • Aprendizado ministerial
    • Começando

Ao final consta um único apêndice: “Perguntas Frequentes e Respostas”. Neste são respondidas treze questões.

A Treliça e a Videira se desenvolve com considerações muito práticas para uma mudança de cultura na igreja, e para a implementação de um projeto ministerial na igreja local, com grande revisão de valores e práticas. Como escreve Richard Chin, este livro “identificará a superfluidade de estruturas de ministério que devem mais ao pragmatismo cultural do que à Bíblia.” Leonardo Sahium, pastor brasileiro na cidade do Rio de Janeiro, observa: “Uma reflexão profunda de nossos próprios valores e prioridades na agenda ministerial”.

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