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O Tratamento da Dor

The Lovesick Maiden, ca. 1660, Jan Steen

The Lovesick Maiden, ca. 1660, Jan Steen (Dutch Baroque Era Painter, ca.1625-1679), Oil on canvas, 86.4 x 99.1 cm (34 x 39 in.), The Metropolitan Museum of Art, New York, USA

A dor vem sendo definida por associações médicas como uma experiência simultaneamente sensorial e emocional e sempre subjetiva, mesmo que associada a lesões reais. De certo modo, é muito difícil (e talvez nem seja desejável) diferenciar a dor da percepção da dor, de tal maneira que poderíamos considerar como real toda dor sentida, mesmo que na ausência de qualquer lesão. Em poucas palavras, a dor parece ser um fenômeno psicossomático por excelência, e o conhecimento disso poderia ajudar-nos a prestar melhor serviço ao paciente que dela sofre. Em primeiro lugar, é preciso procurar saber o sentido que o paciente lhe atribui: que causas imagina para ela? como supõe que poderia ser curada? que benefícios secundários obtém? Como uma experiência subjetiva, e por isso relacionada à história do paciente, a dor pode mudar se o seu sentido mudar. Por exemplo, a dor pode ser menos tolerável se não há perspectiva de que se extinga. Inversamente, se o paciente descobre um meio de obter algum controle sobre ela, é bem mais fácil o seu convívio; desse modo, tende a diminuir a ansiedade que costuma acompanhá-la e amplificá-la.

(CAZETO, Sidnei José. “Psicossomática e Instituição Hospitalar”. In: FERRAZ, Fávio Carvalho & VOLICH, Rubens Marcelo [Orgs.]. Psicossoma; Psicossomática Psicanalítica. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997, pp. 157-158. Cf. E-book aqui)

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