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O Suicídio de Saul – Bruegel

The Suicide of Saul (or “The Suicide of Saul in the Battle of Mount Gilboa against the Philistines”), 1562, Pieter Bruegel the Elder

The Suicide of Saul (or “The Suicide of Saul in the Battle of Mount Gilboa against the Philistines”), 1562, Pieter Bruegel the Elder (Flemish Northern Renaissance Painter, ca.1525-1569), Oil on oakwood, 33.5 cm × 55 cm (13.2 in × 22 in), Kunsthistorisches Museum, Gemaeldegalerie, Vienna, Austria. High resolution here.

O Suicídio de Saul é um óleo sobre painel pintado em 1562 por Pieter Bruegel, o Velho, prodigioso artista flamengo do período renascentista, o primeiro de uma família de pintores. Hoje a tela é exposta no Kunsthistorisches Museum (Museu de História da Arte) em Viena, um dos primeiros museus de belas artes e artes decorativas do mundo. O tema retratado é o suicídio do primeiro rei de Israel, Saul, durante a derrota na batalha com os filisteus. Confira a tela em alta resolução aqui.

Entretanto, os filisteus atacaram Israel, e os homens de Israel fugiram perseguidos por eles e caíram, feridos de morte, no monte Gelboé. Os filisteus fizeram o cerco a Saul e seus filhos, e mataram Jônatas, Abinadab e Melquisua, filhos de Saul. Todo o peso do combate se concentrou sobre Saul. Os arqueiros o surpreenderam, e foi gravemente ferido por eles. Então disse Saul ao seu escudeiro: “Desembainha a tua espada e transpassa-me, para que não venham esses incircuncisos e escarneçam de mim.” Mas o seu escudeiro não quis obedecer-lhe, porque estava assombrado. Então Saul arrancou de sua espada e lançou-se sobre ela. Vendo que Saul estava morto, também o escudeiro se lançou sobre a sua espada e morreu com ele. Assim morreram juntos naquele dia, Saul, os seus três filhos e o seu escudeiro. Quando os homens de Israel que estavam no outro lado do vale e os que estavam na outra margem do Jordão viram que os homens de Israel tinha sido derrotados e que Saul e os seus filhos tinham perecido, abandonaram as suas cidades e fugiram. Os filisteus vieram e se estabeleceram ali.

(Citação bíblica: 1 Samuel 31.1-7, tradução de A Bíblia de Jerusalém)

DETAIL: The Suicide of Saul (or “The Suicide of Saul in the Battle of Mount Gilboa against the Philistines”), 1562, Pieter Bruegel the Elder

Bruegel escolheu o momento altamente dramático da morte do escudeiro, enquanto os filisteus se aproximavam.

DETAIL: The Suicide of Saul (or “The Suicide of Saul in the Battle of Mount Gilboa against the Philistines”), 1562, Pieter Bruegel the Elder

O Suicídio de Saul foi uma primeira tentativa de Bruegel de conciliar paisagem e pintura de figuras. Assim como na maioria de seus temas retratando assuntos bíblicos, ele trabalhou o suicídio de Saul como um evento contemporâneo, mostrando os exércitos em armaduras do século dezesseis. Especialistas na obra do pintor flamengo, bem como estudiosos da arte em geral, ressaltam que Bruegel inspirou-se em obras anteriores que também retrataram batalhas. Tais eruditos também estabelecem comparações com os trabalhos posteriores e mais maduros do pintor, destacando, por exemplo, que em O Suicídio de Saul o primeiro plano e o fundo ainda não estão conciliados.

DETAIL: The Suicide of Saul (or “The Suicide of Saul in the Battle of Mount Gilboa against the Philistines”), 1562, Pieter Bruegel the Elder

Saul era peculiarmente susceptível a períodos de mau humor e incertezas. Manifestou situações dramáticas em que impaciência e orgulho se mesclaram muito vividamente. Segundo a narrativa bíblica, a morte de Saul é descrita como resultado de desobediência às ordenanças divinas; Samuel foi o profeta que denunciou sua desobediência às condições de sua nomeação como monarca e a rejeição do seu reinado.

DETAIL: The Suicide of Saul (or “The Suicide of Saul in the Battle of Mount Gilboa against the Philistines”), 1562, Pieter Bruegel the Elder

Os episódios que sucederam ao momento retratado por Bruegel foram os seguintes: Os filisteus vitoriosos, encontrando os corpos estendidos no campo, cortaram a cabeça de Saul e o despojaram das armas. Enviaram a cabeça de Saul por toda a terra dos filisteus, puseram as armas de Saul no templo de sua deusa e penduraram o seu corpo no muro da cidade de Bete-Seã,  juntamente com os corpos de seus filhos. Os homens de Jabes de Gileade, a quem Saul havia salvo no princípio de seu reinado, em testemunho de gratidão, passaram o rio durante a noite em direção à cidade, tiraram os cadáveres do rei e de seus filhos e voltaram para Jabes e ali os queimaram; e tomaram os seus ossos e os sepultaram no bosque de Jabes. Davi pranteou as mortes de Saul, seu sogro, e a de seu amigo Jônatas em sentidas estrofes de um salmo.

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