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Lealdade Patriótica e Cristianismo – Francis A. Schaeffer

Certamente, pelo menos no começo, a “elite conservadora” será menos severa com a igreja do que seria a elite da Ala Esquerda, se ocupasse o poder. Mas aí se encontra um perigo. A igreja tenderá a manter a paz com o conservadorismo e a identificar-se com ele. Parecerá melhor no começo, mas não no fim. Se a igreja para os jovens, para aqueles Francis A. Schaeffer (1912-1984)que serão os homens e as mulheres dos próximos dez, vinte anos, tornar-se identificada com o conservadorismo, creio que a igreja institucional estará liquidada.

Muitas igrejas nos Estados Unidos exibem a bandeira norte-americana. A bandeira cristã geralmente é colocada de um lado e a dos Estados Unidos do outro. Isto significa que o cristianismo e o conservadorismo norte-americano são iguais? Se a resposta for afirmativa, aqueles que o fazem estão realmente em dificuldade. Não existem duas fidelidades iguais. O Estado também está sob a lei da Palavra de Deus. Assim, se pelo fato de termos a bandeira de nosso país em nossa igreja, estamos demonstrando aos nossos jovens que há duas fidelidades iguais ou duas fidelidades entrelaçadas, é melhor o fazermos de modo diferente. O conservadorismo pode tornar-se facilmente inimigo da igreja. Antes que venha a pressão, nossos jovens (do jardim da infância em diante), nossas pessoas mais idosas e nossos oficiais devem entender bem isto: Não há duas fidelidades iguais – César vem em segundo lugar em relação a Deus. Isto deve ser pregado e ensinado nos sermões, classes de Escola Dominical e à mocidade.

É preciso que se ensine que lealdade patriótica não pode ser confundida com cristianismo. Como cristãos, nós somos, sob o senhorio de Cristo em toda a nossa vida, responsáveis por aplicar os princípios cristãos ao nosso relacionamento com o Estado. Mas não devemos permitir que o nosso país e o cristianismo se tornem sinônimos.

Tem sempre sido assim, mas hoje mais do que nunca. Se um pastor levanta-se no púlpito e faz semelhante pregação, e os jovens entram e ouvem, deixando claro que não está confundindo as duas fidelidades, então, mesmo se diferirem em questões como Vietnã, ainda assim o pastor manterá sua credibilidade para com eles. Mas o que é realmente importante não é nossa credibilidade para com outros homens, mas nossa retidão para com Deus. Igualar qualquer outra fidelidade com nossa fidelidade a Deus é pecado. E é melhor que coloquemos nossas prioridades em ordem neste momento, antes que as pressões em nossa sociedade dominem completamente, tanto a nós como à sociedade como a temos conhecido. Se são grandes as pressões de agora, podemos ter certeza que serão maiores no futuro.

(SCHAEFFER, Francis. A Igreja do final do Século XX. 2a. edição revista. Trad. Helga Homem de Mello Anderson. Brasília: Sião, 1988, pp. 99-100. Cf. também: O Estado como autoridade delegada, não autônoma – Francis A. Schaeffer)

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