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Instrumentos nas Mãos do Redentor – Paul D. Tripp

TRIPP, Paul David. Instrumentos nas mãos do Redentor; Pessoas que Precisam Ser Transformadas Ajudando Pessoas que Precisam de Transformação. São Paulo: Nutra, 2009TRIPP, Paul David. Instrumentos nas mãos do Redentor; Pessoas que Precisam Ser Transformadas Ajudando Pessoas que Precisam de Transformação. São Paulo: Nutra, 2009, 472p.

Livro publicado pela Editora Nutra, de autoria de Paul David Tripp, conhecido conselheiro norte-americano. Tripp é um ministro presbiteriano, com formação e docência no Seminário Teológico Westminster. Este é um livro com cerca de 470 páginas, e trata-se de uma obra de referência no aconselhamento bíblico. O livro é definidamente direcionado a TODO cristão, a fim de que este seja equipado para o ministério pessoal.

No prefácio à edição brasileira, o editor, Pastor Jayro Cáceres, chama a atenção para “a importância e a necessidade do entendimento de que cada relacionamento pessoal é uma oportunidade potencial para ‘servir’ e ‘ministrar’.” O livro possui também um prefácio do autor.

A primeira parte do livro é dedicada a apresentar os fundamentos do ministério pessoal. A esta parte o autor dedica 6 (seis) capítulos. Tripp enfatiza, nesta primeira parte, o trabalho do redentor, e dirá que nossos relacionamentos podem ser redentores, “instrumentos redentivos” na vida de pessoas. “Deus usa pessoas comuns para fazer coisas extraordinárias na vida de outras pessoas”. Observa o autor, porém, que a transformação vital de uma pessoa é obra do redentor; nós somos apenas seus instrumentos. “Se você está vivo neste planeta você é um conselheiro! Você está interpretando a vida, e compartilhando essas interpretações com outras pessoas. Você é uma pessoa que influencia e também está sendo influenciado” (p. 77).

Um aspecto muito importante na primeira parte do livro é salientado no capítulo em que o autor aponta que o coração é o alvo. Neste sentido, uma proposta do autor, bastante vital ao movimento chamado de “aconselhamento bíblico”, é compreender qual o ídolo do coração. “Um ídolo do coração é qualquer coisa que me governe que não é o próprio Deus” (p. 100). Assim, um trabalho vital do conselheiro, segundo Paul Tripp, seria identificar, confrontar e ajudar a pessoa a reconhecer e deixar esse ídolo que governa o seu coração. E aqui neste ponto o autor pede que o conselheiro considere o seu próprio coração: “Este é o princípio da influência inevitável: Seja o que for que governe o coração exercerá uma influência inevitável sobre a vida e o comportamento da pessoa” (p. 103). O autor passa a apresentar Cristo como o “maravilhoso conselheiro”. “Ser um instrumento de mudança de coração significa seguir o exemplo de Cristo e focalizar no coração – começando com o seu próprio” (p. 139).

No capítulo seis o autor apresenta o modelo de Cristo como conselheiro. Recorre a quatro ações que marcaram o ministério de Cristo e que, portanto, devem ser o eixo metodológico de um “embaixador” de Cristo. Estes quatro verbos constituem-se no método de aconselhamento proposto por Paul Tripp: AMAR, CONHECER, FALAR e FAZER. A partir daí o autor dedica todo o seu livro a descrever e considerar estas quatro fases de um relacionamento de ministério pessoal. Ele gastará toda a segunda parte do livro, isto é, os 8 (oito) capítulos finais, para isto.

  • 1. AMAR – Destaca a importância de relacionamento no processo de mudança.
  • 2. CONHECER – Tem a ver com uma real familiarização com as pessoas que Deus nos envia.
  • 3. FALAR – Compreende fazer com que a verdade de Deus repouse sobre uma pessoa numa dada situação.
  • 4. FAZER – Você precisa ajudar seu amigo a fazer algo com o que aprende – aplicar os discernimentos que Deus deu para sua vida diária e para seus relacionamentos.

Assim, a segunda parte é bem prática. Nela o autor esmiúça cada uma das quatro ações: AMAR, CONHECER, FALAR, FAZER.

Não é uma tecnologia secreta para uma intervenção de elite, mas um simples chamado a cada um dos filhos de Deus para serem parte do que Ele está fazendo na vida de outras pessoas […]. Basicamente só um chamado a uma amizade bíblica! Isto chega a ser quase desconcertante de tão simples: Ame as pessoas. Conheça-as. Fale a verdade para elas. Ajude-as a fazer o que as chamou para fazer. (pp 360-361)

A parte final do livro é dedicada a 5 (cinco) grandes apêndices, com recursos úteis aos conselheiros, especialmente para duas grandes questões práticas: 1) A COLETA DE DADOS por parte do conselheiro. 2) As TAREFAS PRÁTICAS a serem repassadas aos aconselhandos.

  • 1. COLETA DE DADOS – Os três primeiros apêndices são dedicados a este aspecto prático. Como os aconselhandos vêm? Quais suas máscaras? Além disto, o que o conselheiro traz para a coleta de dados? Quais algumas estratégias para coleta de dados.
  • 2. TAREFAS PRÁTICAS – No dois últimos apêndices o autor oferece recursos para este ponto. Quais “doutrinas que norteiam as tarefas práticas”?. Isto é, no entendimento de Tripp, você, como conselheiro, necessitará passar tarefas práticas aos aconselhando. Quais tarefas devem ser solicitadas? Por que? Como tais tarefas devem ser solicitadas?

O último apêndice é dedicado a considerar as tarefas práticas que podem ser solicitadas nas quatro fases do aconselhamento: AMAR, CONHECER, FALAR E FAZER.

Leia também: O Problema de Suposições – Paul David Tripp.

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