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“Quando Analiso a Conquistada Fama” – Walt Whitman

Walt Whitman, 1819-1892Quando analiso
a conquistada fama dos heróis
e as vitórias dos grandes generais,
não sinto inveja desses generais
nem do presidente na presidência
nem do rico na sua vistosa mansão;
mas quando eu ouço falar
do entendimento fraterno entre dois amantes,
de como tudo se passou com eles,
de como juntos passaram a vida
através do perigo, do ódio, sem mudança
por longo e longo tempo atravessando
a juventude e a meia-idade e a velhice
sem titubeios, de como leais
e afeiçoados se mantiveram
— aí então é que eu me ponho pensativo
e saio de perto à pressa
com a mais amarga inveja.

(“Quando Analiso a Conquistada Fama”. Walt Whitman, 1819-1892, poeta, ensaísta e jornalista norte-americano. In: Leaves of Grass)

A Personification of Fame, Bernardo Strozzi

A Personification of Fame, Bernardo Strozzi (Italian Baroque Era Painter, 1581-ca.1644), Oil on canvas, 107 x 152 cm, National Gallery, London, UK

Nas representações pictóricas da Fama, geralmente ela é retratada com uma trombeta única ou com duas de comprimentos diferentes, simbolizando tanto a boa quanto a fama. Na pintura de Strozzi, a Fama porta dois instrumentos: uma trombeta de ouro e uma outra de madeira, sendo esta última maior do que a primeira.

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