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“Vitória, Senhor!” – John Everett Millais

“Victory, O Lord!”, 1871, John Everett Millais

“Victory, O Lord!”, 1871, John Everett Millais (English Pre-Raphaelite Painter, 1829-1896), oil on canvas, 194.7 cm × 141.3 cm (76.7 in × 55.6 in), Manchester Art Gallery, Manchester, UK. High resolution here. 

“Vitória, Senhor!” é uma pintura de John Everett Millais (1829-1896) representando Moisés, Arão e Hur durante a Batalha de Refidim contra os amalequitas. Esta obra de 1871 representou um importante ponto de giro na carreira de Millais. A pintura ilustra uma passagem do Livro de Êxodo, que descreve como Moisés e seus dois companheiros intercederam pela batalha no alto de uma colina. Moisés mantinha a vara de Deus na sua mão direita.

Então Moisés disse a Josué: “Escolhe homens, e amanhã sai para combater contra Amalec: eu ficarei no cimo da colina com a vara de Deus na mão.” Fez Josué como Moisés tinha dito, e saiu para combater contra Amalec. Moisés, Aarão e Hur, porém, subiram ao cimo da colina. E enquanto Moisés ficava com as mãos levantadas, Israel prevalecia; quando, porém, abaixava as mãos, prevalecia Amalec. Ora, as mãos de Moisés estavam pesadas; tomando então uma pedra, puseram-na debaixo dele e ele se sentou; Aarão e Hur sustentavam-lhe as mãos, um de um lado e o outro do outro.

Assim as suas mãos ficaram firmes até o pôr do sol. E Josué pôs em fuga Amalec e seu povo ao fio da espada.

(Citação bíblica: Êxodo 17.9-13, tradução de A Bíblia de Jerusalém)

Em sua tela, Millais retrata o pôr do sol, quando os três patriarcas contemplam os momentos finais da batalha. Moisés está ao centro, enquanto Arão e Hur sustentam-lhe os braços para garantir a vitória. Arão, irmão de Moisés, é o homem vestido de vermelho, à direita. A seta no canto inferior direito indica a batalha abaixo.

Especialistas informam que Millais trabalhou por anos nesta pintura, inclusive com raspagens e retoques. Já se tem dito que a pintura expressa um contraste entre a firme e inflexível força de vontade de Moisés, por um lado, e, por outro, o esgotamento físico e emocional de seus companheiros. O perfil e a idade dos personagens são retratados com vívido realismo em muitos detalhes. Comparada com outras obras religiosas, é possível estabelecer a leitura das prefigurações tipológicas da crucificação, em uma cena na qual os braços estendidos denotam tanto sofrimento quanto triunfo.

Em sua arte, Millais, um dos fundadores do movimento pré-rafaelita, opôs-se ao método tradicional de representação da natureza, prescindindo do trabalho de atelier e recusando a normalidade das composições acadêmicas. A pintura tem por base o desenho, que, ao receber a aplicação da cor, quebra laços com as técnicas tradicionais. Surgem então cores luminosas, esmaltadas, que contribuem para a sensibilidade estética de poéticas pinturas.

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